sábado, 25 de outubro de 2008

Zizek - Entrevista de Respostas Curtas

Encontrei uma entrevista deliciosa com Slavoj Zizek, de perguntas e respostas curtas (para variar), na edição on-line do Guardian. Deixo aqui alguns pontos altos:

When were you happiest?
A few times when I looked forward to a happy moment or remembered it - never when it was happening.
(...)
What makes you depressed?
Seeing stupid people happy.

What do you most dislike about your appearance?
That it makes me appear the way I really am.
(...)
What would be your fancy dress costume of choice?
A mask of myself on my face, so people would think I am not myself but someone pretending to be me.
(...)
What or who is the love of your life?
Philosophy. I secretly think reality exists so we can speculate about it.

(...)
What is the most important lesson life has taught you?
That life is a stupid, meaningless thing that has nothing to teach you.

Tell us a secret.
Communism will win


Vejam o resto aqui: http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2008/aug/09/slavoj.zizek

2 comentários:

Anônimo disse...

What is the worst job you've done?

"Teaching. I hate students, they are (as all people) mostly stupid and boring."

Todo o génio tem o seu defeito! Neste caso uma grande presunção e falta de humildade. Deve ser triste atingir tal complexidade intelectual que se torne impossível extrair benefícios da nossa relação com os outros.
Os alunos admiram nele o pensamento, o discurso e a capacidade de tornar ideias dificeis compreedidas, por isso mesmo, estou certo que secundarizam este desabafo, até porque, quero acreditar que o disse com uma certa ironia.
Ninguém é perfeito!

Joe disse...

Do ponto de vista de Zizek, é perfeitamente compreensível o desconforto de a maior parte das pessoas não estar à altura de o estimular intelectualmente.

Falta de humildade seria algo que apontaria mais facilmente ao professor que gosta de ter alunos estúpidos à sua volta a quem pode demonstrar sua superioridade paternal.

Penso que não é esse o caso, e que Zizek gostaria de uma relação mais nivelada com os alunos e pessoas que o envolvem.
Zizek neste sentido enquadra-se no que disse uma vez Andy Warhol: A melhor festa de todas é aquela em que eu sou a pessoa menos interessante de todas as presentes.

A único limite de Zizek será neste caso, digo eu, a incapacidade de retirar interesse da espantosa complexidade da estupidez humana.