Diz na capa: "Janelle Denison is a master at creating the perfect bad boy" Há um vídeo e tudo:Acho que não há enganos: "Sexy, seductive, suspenseful", acho que estão mesmo a falar deste blog.
"I am not young enough to know everything." Oscar Wilde
Diz na capa: "Janelle Denison is a master at creating the perfect bad boy" Há um vídeo e tudo:
"A antipatia do séc. XIX pelo Realismo é a raiva de Caliban ao ver a sua cara no espelho.
Freud dizia que o homem era dominado primeiro por um princípio do prazer e mais tarde quando fica neurótico, desenvolvia o princípio da realidade. O princípio da realidade é estruturante de um ego vigilante, tendo como função "adaptar-se às exigências do mundo externo".
Voltaire viveu nessa altura e muito gozou e criticou essa posição filosófica humana tão arrogante e tão cheia de si. Foi um escritor e pensador genial que apimentava os seus contos e histórias com críticas mordazes, irónicas e picantes sobre os defeitos e falhas humanas.
Existencialismo Fenomenológico 1 - 1 Psicanálise Marxista
Olhar o rio que é de tempo e água
"Tornou-se manifesto que tudo o que diz respeito à arte deixou de ser evidente, tanto em si mesma como na sua relação ao todo, e até mesmo o seu direito à existência. A perda do que se poderia fazer de modo não reflectido ou sem problemas não é compensada pela infinidade manifesta do que se tornou possível e que se propõe à reflexão.
Madrox tem a capacidade de se multiplicar a si mesmo indefinidamente, em imensos clones. Andava sempre com uma ou duas sósias que aproveitava para ter diálogos. Eu gostava muito dele, pois era um é personagem cómico e a ideia de ter muitos eus parece-me uma coisa apelativa de um ponto de vista mais esquizóide.

"A nossa política educacional baseia-se em duas enormes falácias. A primeira é a que considera o intelecto como uma caixa habitada por ideias autónomas, cujos números podem aumentar-se pelo simples processo de abrir a tampa da caixa e introduzir-lhes novas ideias. A segunda falácia, é que, todas as mentes são semelhantes e podem lucrar como o mesmo sistema de ensino. Todos os sistemas oficiais de educação são sistemas para bombear os mesmos conhecimentos pelos mesmos métodos, para dentro de mentes radicalmente diferentes.
"our immune systems tell us that the portraits of self are true (when they aren't). So, at the very heart of the self live two lies. We are a storytelling species. It is our stories that sustain us. Even the most rudimentary of human infections requires that we imagine we know and care about who we are. Likewise, any infection, no matter how minor, would be enough to destroy us without an iron-clad image of non-self, and the ability to act on it. We need both stories and the lies they conceal."
"A peste apodera-se de imagens que dormem, de uma desordem latente, e de repente empurra-as até aos gestos mais extremos; e o teatro, também ele, se apodera de gestos e os empurra até ficarem fora de si: tal como a peste, refaz a cadeia entre o que é e o que não é, entre a virtualidade do possível e o que existe na natureza materializada. (...)
Comprei um livro de Zizek na Fnac por 4,5 euros: "Os Direitos humanos e o Nosso Descontentamento". Este pequeno livro com pouco mais de 40 páginas é uma transcrição de uma comunicação feita por Slavoj Zizek em 1999 sobre os direitos humanos na altura em que se deu o bombardeamento da Nato sobre a Jugoslávia, na altura contra a limpeza étnica operada por Milosevic no Kosovo.
Há um verso famoso de Cohen que ganha um sentido novo na boca de Lou Reed: "There's a crack in everything, that's where the light gets in". Lou Reed foi sujeito a um tratamento idiota de choques eléctricos quando era novo devido a seu "temperamento". Essa experiência foi algo de muito marcante na vida de Lou Reed que descreve essa experiência como tendo sentido um calor tremendo e visto um forte luz branca. Essa experiência está reflectida em músicas como a "White Light - White Heat", ainda do tempo em que era vocalista dos Velvet Underground.
É também interessante ver Leonard Cohen a responder a Lou Reed, dizendo-lhe que há muitos anos que este fazia parte da sua própria "Ghostly Hall of Fame". Cohen atravessa um momento peculiar da sua longa vida, pois enquanto esteve no mosteiro Zen Mount Baldy, na California, o seu manager desbaratou sua fortuna e assim que voltou da vida de monge viu-se metido novamente em complicações neuróticas e ter que pensar em dinheiro. É por isso que o vemos a fazer esta tournée mundial, que lhe vai permitir, como ele diz, pagar a renda mais um dia, e ajudar a família. Mas Leonard Cohen nunca foi de se queixar muito. Numa entrevista Cohen diz: "I have no money left. I'm not saying it's bad; I have enough of an understanding of the way the world works to understand that these things happen."
"Of all ridiculous things in the world what strikes me as most ridiculous of all is being busy in the world, to be a man quick to his meals and quick to his work. So, when, at the crucial moment, I see a fly settle on such a businessman's nose, or he is bespattered by a carriage which passes him by in even greater haste, or the drawbridge is raised, or a tile falls from the roof and strikes him dead, i laugh from the bottom of my heart. And who could help laughing? For what do they achieve, these busy botchers? Are they not like the housewife who, in confusion at the fire in her house, saved the fire-tongs? What else do they salvage from the great fire of life?" Soren Kierkegaard
Daniel Goleman, no livro "Emoções Destrutivas e Como Dominá-las", relata a conversa que decorreu entre Paul Ekman e o líder do Tibete, o Dalai Lama:
Ando a ser subjugado por esta obra portentosa de Herman Broch, "Os Sonâmbulos". Divide-se em três partes, mas ando a ler uma edição rara e velhinha comprada por 5 euros que tem as três partes num só volume de setecentas e tal páginas. É um obra portentosa que começa de forma quase inocente, insinuadora, progride, leva-nos numa viagem pela Europa do fim do séc. XIX até à primeira guerra mundial já no séc XX, por intermédio de personagens que sintetizam cada uma, as angústias, as marcas e os estilos das épocas que se desenrolam.
Esta pequena digressão de Hermann Broch sobre o mar fez-me lembrar um outro romance:
Foucault explica, na sua "História da Loucura", que durante os séculos XV e XVI, os loucos eram escorraçados, enfiados em barcos para deambularem de terra em terra, para serem expulsos de novo, condenados a andar no mar "ad infinitum". Diz Foucault que "confiar o louco aos marinheiros é com certeza evitar que ele ficasse vagando indefinidamente entre os muros da cidade, é ter a certeza de que ele irá para longe, é torná-lo prisioneiro da sua própria partida. Mas a isso a água acrescenta a massa obscura dos seus próprios valores: ela leva embora, mas faz mais do que isso, ela purifica. Além do mais, a navegação entrega o homem à incerteza da sorte; nela cada um é confiado ao seu próprio destino, todo embarque é potencialmente, o último. É para o outro mundo que parte o louco em barca louca; é do outro mundo que ele chega quando desembarca. (...) Postura altamente simbólica e que permanecerá sem dúvida a sua até aos nossos dias, se admitirmos que aquilo que outrora foi fortaleza visível da ordem tornou-se agora castelo da nossa consciência."
Na verdade, sempre me deixou curioso as rígidas divisões entre homossexualidade e heterossexualidade, entre outras caixotas mentais. Normalmente essa distinção acaba no fundo por ser bastante banal e simplória, em que se diz que o homossexual é o homem que ama homens e a mulher que ama mulheres. Pela minha experiência, é para mim evidente a maioria dos homens amar homens e mulheres e as mulheres amarem homens e mulheres também. Incluindo Gays. Já vi homens também amarem cães, gatos, pássaros, carros, computadores. Mas o que acontece hoje em dia é um fenómeno curioso que é o que eu chamo de homossexualidade militante. Por vários países desse mundo, Canadá, América, Brasil, Israel, Espanha já existem partidos gays. A revindicação dos direitos dos homossexuais está na ordem do dia em muitos países. Na arte então está-se a tornar um lobby poderosíssimo. Há festivais de cinema Gay e Lésbico, há paradas gay, há de tudo. Em relação a isto há uma conversa que ouvi uma vez que é elucidativa: fui à estreia da apresentação do trabalho artístico de um amigo meu, o Hélder, na Maia. Foi com ele que ouvimos o dono do espaço contar que conhecia um rapaz que era um artista novo, cheio de talento, que andava à procura de apoio por parte de cooperativas e grupos de arte, e eis que um desses grupos, bastante influente, começou a acompanhar o trabalho do jovem durante algum tempo. O jovem ficou todo contente mas eis que depois teve a notícia de que não podia ser associado aquele grupo pois não era gay.